28/08/2010 a 19/09/2010

5 Em Foco

Álvaro Dias, André Paiva, Joyce Mussi, Marco Giacomelli e Roberto Forlin

 

Álvaro Diaz

A fotografia pinhole consiste na utilização de caixas ou latas que, através do princípio da “camera obscura”, permite a obtenção de imagens. As câmeras são construídas a partir de latas pintadas por dentro de preto, onde a passagem da luz ocorre através de um furo de agulha. Os tempos de exposição são longos e a câmera deve permanecer estática. As imagens resultantes, com seus horizontes curvos e suaves texturas, são representações aberta e intencionalmente ficcionais. Nessas fotografias, para obter as imagens, usei filme negativo colorido em uma lata de café. Deixei o processo à mostra: as fitas adesivas que prendiam o filme, os eventuais arranhões na emulsão fotográfica. Em um dos extremos está o princípio físico da formação da imagem na sua versão mais simples: uma lata com um furo. No outro, as possibilidades da digitalização. Os negativos foram escaneados em altíssima resolução para que pudessem ter as dimensões que mereceram e plotadas em poliuretano. A digitalização aqui, entretanto, é um meio e não um fim.

André Paiva

“…minhas imagens são sobre uma busca. Na superfície, aparentam uma pesquisa do exterior, procurando lugares e coisas que nos conectam ao nosso mundo e ao nosso tempo. Mas, em sua essência, estão próximas de uma investigação sobre como os nossos mundos físicos dizem respeito ao nosso mundo interior, o que pode permitir um olhar para além do óbvio: instantes do ilusório, da realidade, do intangível, do concreto, do efêmero. A fotografia torna-se uma pesquisa de percepção e sentido, a necessidade humana de todas as demais respostas. Este é um trabalho arqueológico onde podemos encontrar fragmentos que, quando combinados, evocam sugestões, impressões, prazer, e mais perguntas …”

Joyce Mussi

Tive como objetivo neste trabalho, retratar imagens urbanas a partir do contraste entre luzes e sombras. Busquei destacar lugares de fácil  identificação e populares entre os florianopolitanos,como as construções nos arredores da praça XV e outras localidades no centro da cidade. Mesclei a tradição com um novo conceito de exibição de fotos denominado metacrilato.Esta exposição marca uma nova etapa em minha carreira.Consolidei meu trabalho como fotógrafa de books, todavia,agora estou voltada para registros de fotos históricas e documentais. Assim espero que meu trabalho possa contribuir para divulgação da fotografia com uma forma de expressão artística.

Marco Giacomelli

“Não deixe de anotar suas primeiras impressões o mais rapidamente possível, pois elas são evanescentes e, uma vez esmaecidas pelo tempo, nunca mais virão ao seu encontro. No entanto, de todas as estranhas sensações que poderá captar desse país, serão as primeiras as mais encantadoras.” (Lafcacio Hearn) Apoiado na frase de Hearn, as fotos aqui expostas têm a intenção de gerar uma reflexão sobre nosso olhar condicionado. Estamos a cada dia mais superficiais pelo excesso de imagens e informações. Temos muito de tudo, mas não somos capazes de prestar atenção e de ser tocado pela imagem. Para tentar chamar nossa atenção, usam imagens manipuladas com cores irreais e, mesmo assim, olhamos sem observamos o que vemos. A exposição Impressões Evanescentes busca em sua subjetividade não controlar a interpretação do observador para que o mesmo preencha as fotos com seus sentimentos internos.

Roberto Forlin

Esta exposição fotográfica tem como objetivo, através de uma proposta artística, a abordagem da fotografia digital como suporte de texturas visuais. As fotografias selecionadas para esta exposição são as imagens de diversos temas como paisagens, pessoas e objetos diversos. A utilização de diferentes câmeras digitais de baixa, média e alta resolução no processo de captação das imagens, assim como a utilização da luz como elemento condutor da informação visual, resultou numa gama de formatos e texturas de pixels diferenciados para cada imagem. A intenção é abordar o elemento mínimo das fotografias – o pixel da imagem digital – como um elemento estético formal. Com esta intenção, esses elementos mínimos constituintes da imagem digital são revelados e exaltados, atribuindo uma nova identidade estética para cada fotografia. Através desta proposição estética torna-se possível a criação de diferentes camadas e texturas de pixels nas imagens, trazendo uma nova experiência visual traduzida pelo elemento formal mínimo da imagem fotográfica digital – o pixel.