Helena Fretta Galeria de Arte abre sua primeira exposição online. A mostra conta com obras de Rubens Oestroem e Beta Monfroni, dois respeitados artistas em atividade em Santa Catarina, que trazem trabalhos inéditos para a galeria.

Rubens Oestroem

Rubens Oestroem qualificou esta nova série de trabalhos como um “retorno a cor”, numa passagem da pintura à colagem. O fascínio cromático retorna numa paleta que não mede apenas suas influências mas, dentro do plano em camadas sobrepostas, sintetiza a combinação dos elementos do gestualismo, do neoexpressionismo abstrato e do rigoroso adentrar na geometria neoconcretista. Este conjunto de obras revela um processo no qual transbordam multiplicidades plásticas coloridas recortadas, em um flerte com o ocasional e com o que o artista chama de “caos plástico”.

Seu procedimento implica em colecionar inventividades e captar os movimentos cromáticos pelos fragmentos, os quais intitulou “formas arquétipos”. O artista, portanto, é o ateliê, espaço onde exercita sua sistemática vontade técnica, cujos vestígios aparecem em suas misteriosas descobertas entre materiais sintéticos.

Beta Monfroni

Beta Monfroni constrói uma paisagem interior e a espelha no efeito de cromatividades teimosas que geram imagens entre abstrações e figuras, as quais dão vazão às ilustrações que estão dentro de si. Uma verdadeira disputa entre a linha do desenho e a paisagem imaginária da cor. Suas imagens funcionam quase como um diário onde o afeto está no tronco retorcido, galhos e figuras que se desmancham entre o fazer, apagar e revisitar. O olhar para o seu jardim é constituinte desses relatos em paisagens que podem ser falésias vivas do seu interior.

São ilustrações de movimentos do existir em um cuidado que detalha aquilo que é indecifrável. Feixes de verticalidades em que o desenho se mistura com a pintura, ou no seu contrário, e a relação que se aproxima de construções invocam o emaranhado da imperfeição ou do erro, para ilustrar a profundidade da vida em que o papel ou tela dão conta de exaurir.

Memória da Arte Catarinense

O “Atlas Mnemosyne” é uma celebrada obra do historiador alemão Aby Warburg. Compõe-se de 63 painéis com cerca de 1000 imagens ao todo, organizadas por eixos temáticos e formais. Centrada na justaposição de reproduções de obras de arte e artefatos advindos de diversos períodos, é um trabalho que sublinha a abertura das relações entre imagens, que nunca se fecha ou esgota, permitindo inúmeras possibilidades de interpretação.

Na sala Memória da Arte Catarinense, tentamos reproduzir a lógica do Atlas de Warburg, apresentando obras de Rubens Oestroem e Beta Monfroni produzidas para a exposição e outras anteriores, em diálogo aberto com artistas catarinenses que os antecederam ou são seus contemporâneos.

A sala celebra a vocação da Galeria Helena Fretta em promover e dar visibilidade para a arte catarinense.

Leitura Curatorial

“Cromotalogias são bosquejos, experiências de deslocamentos entre cor, forma e gesto. A partir das cores, portanto, Beta e Rubens não só nos oferecem novos percursos narrativos sobre si, mas sobre a história da arte catarinense: Quais montagens e quais histórias são possíveis, quando a cor é o elemento protagonista?”

“A densidade da pintura está diretamente relacionada as camadas que a compõe. Rubens Oestroem constrói suas camadas pela experimentação técnica através de sua trajetória de pesquisa de cor.
Beta Monfroni olha para paisagem exterior para construir sua camada interior e suas obras sobrepõe publicidade, desenho e pintura.”

“Dois artistas maduros, dois processos diversos: Rubens experimenta um retorno à cor num processo que vai da pintura à colagem.
Beta faz uma passagem da pincelada ao traço numa reconciliação com o desenhar, materializando paisagens imaginadas.”

Mosaico de Obras

Curadoria

Carácter Beneficiente

Exposição in loco

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Carácter Beneficiente

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