Micheline Barros

Ancorada em excelente bibliografia, Micheline Barros revela, neste texto, vertical acuidade critica fundada nos ditames da Arte como experiência (v. John Dewey), ainda que, explicitamente, não tenha a eles se referido. Critica, sublinho, desenvolvida à margem de exclusiva e questionável postura descritiva, canônica, ideológica e formal, para, sem desprezar os critérios dos novos rumos (mormente os de extração semiológica, quando interpreta as imagens selecionadas), afeiçoar-se mais um contexto de natureza histórica, começando pela biografia (v. André Richard) da multifacetada da artista Vera Sabino, perpassando, depois, seus lugares e olhares. Enfim, ciente de que ver precede as palavras (v. John Berger), apresar de, entre elas e as obras (v. René Magritte), haver um abismo sempre presente.

Péricles Prade